segunda-feira, 12 de novembro de 2012




Pessoal, aí vai um texto de uma participante do nosso grupo de estudos do ESAF, professora Maria Inez Ferreira Linck. Aproveitem para ler e comentar.


No Módulo 4 do curso “disseminadores de Educação Fiscal”, a partir da leitura do texto de Luiz Marins fizemos uma reflexão, em seguida dissertamos considerando o seguinte enfoque:


A cultura de uma sociedade é mais complexa do que a simples soma dos comportamentos de cada indivíduo, mas não resta dúvida que o modo com que cada um de nós encara sua responsabilidade social impacta o comportamento e os resultados na realidade local, regional e global. A partir do texto proposto e dos conteúdos do curso Disseminadores de Educação Fiscal, disserte sobre o que você poderia fazer para contribuir na construção de uma realidade social em que a postura cidadã predomine”.

Segue a participação de uma cursista:

Postura cidadã e realidade socialpor Maria Inez Ferreira Linck


"Todos" lutam por um mundo melhor! Será? Muitas vezes, ouve-se o discurso do dever lutar por um mundo melhor: menos poluição, menos consumismo, menos corrupção, melhor distribuição de renda, mais ética...
Mas, quantos realmente partem para a mudança? Geralmente, "eu" não preciso mudar, "eu" não faço parte do "todos".
É mais fácil, muitas vezes, tentar mudar o outro do que percebermos o erro no nosso caminhar. Ou, às vezes, utiliza-se da máxima "faça o que eu mando, mas não faça ou que eu faço!". Buscam-se mudanças apenas com palavras e não com atitudes, esquecendo-se ser o exemplo que move montanhas.
Os momentos de estudo e reflexão, oportunizados por esse curso, pode-se considerar grande fonte de contribuição na construção de uma realidade social em que a postura cidadã predomine. É preciso disseminar os conhecimentos adquiridos ou reavivados nesse curso, indicar os caminhos de como participar do planejamento e controle dos gastos públicos, também, exigir o uso adequado dos recursos arrecadados.
A mudança ou melhoria do país não pode ocorrer com a ação de apenas um, porém, unindo forças e principalmente gerando "exemplo", isso é possível.




Vejam, o texto que serviu de base para a reflexão:




"Não tem, não dá, não pode"


Escrito por Luiz Marins

Pergunto à balconista se na loja tem tal produto. Ela diz: "não tem". Pergunto ao eletricista se dá para colocar uma tomada extra junto à geladeira. Ele diz: "não dá". Pergunto ao advogado se tal coisa pode ser feita. Ele diz: "não pode".
Já recebi muitos "não tem, não dá e não pode" que tinham, davam e podiam. De preguiça de procurar o produto no estoque, o balconista diz que não tem. De preguiça de arrastar a geladeira, subir no forro e puxar a dita tomada, o eletricista diz que não dá, que a rede não suporta a carga. De preguiça de consultar a jurisprudência, o advogado diz que não pode. Se batermos o pé e ficarmos firmes em nossa decisão, vemos que não era bem assim. "Ter, tem", me disse o balconista, "mas está lá no alto...". "Que dá, dá", me disse o eletricista, "mas o seu forro é baixo demais". "Poder, pode", me disse o advogado, "mas eu não conheço bem a legislação trabalhista".
Todas as vezes que alguém lhe disser não tem, não dá e não pode, desconfie e confira. Pergunte novamente e insista e você verá que muitas vezes tem, dá e pode.
A maneira mais fácil de fugir de uma responsabilidade ou de um serviço é dizer não. E você conhece as dezenas de variantes destes não tem, não dá e não pode. É a secretária que diz que já ligou centenas de vezes e não encontrou a pessoa. É o motorista que diz que não dá tempo de fazer a entrega naquele dia. É a costureira que diz que é impossível fazer aquela barra de saia. É o dentista que diz que aquele seu dente, só extraindo mesmo. É o médico que afirma que isso é caso de cirurgia e não tem outro jeito. É o mecânico que diz que o motor de seu carro está fundindo e que não pode fazer nada e o auto-elétrico que diz que aquela lâmpada queimada de seu carro não existe mais. Será??
É sempre mais fácil dizer não tem, não dá, não pode, assim como os famosos não sei, não vi, não conheço, não estava lá, não é da minha alçada, não é da minha área ou do meu departamento.
Será que não estamos sendo vítimas de pessoas pouco comprometidas em solucionar nossos problemas, simplesmente dizendo não tem, não dá, não pode? Será que em nossa própria empresa isso acontece? Será que nós próprios não dizemos não tem, não dá, não pode, quando o tem, o dá e o pode exigem muito trabalho e um comprometimento extra?
Pense nisso. Sucesso!"


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